Manda a tradição, nesta casa, que se faça um arranjo decorativo para a época e, claro, não podiam faltar as iguarias caseiras, receitas passadas de mãe para filha sucessivamente.
Então, logo pela manhã, fui "convidado" a ir encontrar uns ramos de árvore que permitissem fazer um arranjo imaginado ( não por mim...). Coisa fácil visto que, numa cidade como Lisboa, o que mais abunda são ramos de árvores, secos... ![]()
Mas, quis o destino, e sendo eu um homem afortunado (às vezes...) que, no meu pequeno passeio matinal em busca do meu indispensável café, se me cruzasse, inadvertidamente, com um molho de ramos meio secos, cortados e abandonados. Passaria a vida inteira a continuar a passar a menos de 20 metros deles e nunca os encontraria mas, quis a sorte que olhasse para onde não era costume e os encontrasse. Lá vim arrastando alguns retalhos de "lenha" até chegar a casa. Depois,foi escolher melhor, cortar e limpar de modo a ficar, aproximadamente, aquilo que se desejava.

Os ramos escolhidos foram colocados numa jarra pesada e, o lastro, para segurar os ramos, foi... imagine-se,... arroz integral!
Deve ser para uma dieta das plantas...

E, depois de mais um pouco de imaginação, uns objectos com mais ou menos graça e, os indispensáveis ovos de Páscoa, o referido conjunto foi ocupar o seu lugar de destaque na sala... fazendo companhia a um ninho de Páscoa feito com ovos de madeira e ráfia... e alguns ovos de chocolate que iam desaparecendo "misteriosamente" ![]()

A prática de origami, por parte de uma amiga do meu filho, escocesa, a passar connosco umas férias, e que destaco pela... paciência em conseguir fazer aves em papel até ao tamanho... bem, tão pequeno que as dobras tiveram de ser feitas à lupa e com umas pinças...
Uma escocesa com paciência de... chinesa...


A moeda de 1 cêntimo dá a noção do tamanho do mais pequeno...
E, agora, a parte mais gostosa da quadra pascal. A feitura caseira do tradicional folar à moda transmontana, terra das raízes de antepassados da minha mulher e, cuja receita ela herdou da mãe e esta, da mãe dela. A massa de pão, bem embebida em azeite, recheada de carne suculenta e saborosa. Chouriço, presunto, paio, carnes fumadas gordas e saborosas. Embora não cozido no tradicional forno de lenha nem recheado com os tradicionais enchidos caseiros, serve para matar as saudades de tempos idos.

Assim manda a tradição. Receber e dar, ter a mesa posta e dar de comer a quem chega. E, se a tradição já não é o que era, tentamos que se mantenha viva, envolvendo filhos e família nestas andanças, conservando alguns preceitos que interessa preservar.
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